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Sydnei Ulisses - Histórias e cidadania

Histórias, homenagens, política



Agradecimento

Amigos em Ribeirão...Para sempre!

 

Vivi muitos e bons momentos em Ribeirão Preto, dediquei 18 anos da minha vida ao trabalho de defesa da cidadania, direitos dos consumidores, respeito a crianças e adolescentes, combate à fome e tantas outras necessidades flagrantes da cidade que me acolheu.

Em 1989 cheguei à cidade para conquistar novos espaços, trabalhar, educar meus filhos e quiçá registrar a minha passagem com exemplos de dedicação e compromisso com o povo ribeirãopretano.

Em 1993, a convite do então superintendente do Daerp, o amigo Donizeti Rosa, executei minha primeira missão na vida pública (e sempre entendi assim...), chefiando o setor de compras do departamento. Por várias vezes fui convocado a dar a minha contribuição a cidade sendo o ápice a coordenação do Procon de 2001 a 2004.

            Apresentei meu nome ao apreço dos eleitores em 2004. Com pouco recurso, mas com muita determinação, fui reconhecido por 1980 cidadãos que me garantiram a suplência da vereança na Câmara Municipal. Tal reconhecimento se expira em 31 de dezembro próximo.

            Fiz muitos amigos e seria impossível nomeá-los, exceção que abro aos Mario(s) (Sangali – saudoso irmão, Ciamplaglia, Potim). É curioso como os amigos Mario(s) estiveram presentes na minha vida durante a permanência na cidade. Sinto saudades de Newton Mendes Garcia, Samuel Ferreira, pessoas que me ensinaram a se portar na política e na vida espiritual respectivamente.

            Em fevereiro de 2007 parti para novos desafios, desta vez em Aracaju, capital do pequeno Sergipe. Tomei o cuidado de não alterar o meu titulo de eleitor para garantir que se fosse convocado a representar o povo ribeirãopretano, pudesse fazê-lo. Agora me vejo pronto ao engajamento integral na vida política e social da cidade que abriu suas portas para os Ulisses de Melo, o que nos faz imensamente gratos.

            De certo continuarei escrevendo sobre consumidor, trânsito e outros assuntos que me atrevo a opinar, mas acredito ser este meu último texto em que arrisco comentar minha trajetória e a política da cidade.

             Se em 05 de outubro pudesse estar em Ribeirão, certamente confiaria meu voto ao Sabino, homem que convivi por bom tempo e que pode contribuir muito para preencher o vácuo político do último período.  Para vereador votaria e indico Jorge Parada, seja qual for o resultado na disputa para o cargo de mandatário da cidade, a Câmara não pode prescindir da experiência e combatividade de Jorge, sem ele o desmonte da saúde ensaiado por Gasparini e seus comandados teria sido ainda pior.

            Agradeço a Deus por ter permitido a minha estada na bela e iluminada Ribeirão Preto e, sobretudo por ter me dado tantos amigos que tenho a honra e a alegria de agradecer.  Valeu Ribeirão! Valeu amigos em Ribeirão!

 

Sydnei Ulisses de Melo é suplente de vereador em Ribeirão Preto, consultor das relações de consumo, assessor parlamentar e instrutor de trânsito em atividade na cidade de Aracaju – SE.



Escrito por Sydnei às 18h59
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25.02.2008

 

A REVOLTA DE SÃO PEDRO

 

Pelo menos desta vez a prefeitura de Ribeirão Preto já tem um culpado para a enchente ocorrida na última semana. Segundo afirmação do prefeito Gasparini veiculada na imprensa da cidade: - "São Pedro está revoltado".

            Como sempre os atingidos foram os comerciantes da baixada e os moradores da Vila Virginia que, por falta de alternativa, permanecem na região de risco expostos às inundações que continuarão acontecendo, certeza que todos temos.

            Acho mesmo que São Pedro esteja revoltado, afinal na última disputa eleitoral não faltou discurso com promessa de solução para o problema. A pratica da política não confirmou o discurso e mais uma vez a população pagou o preço de ter acreditado em promessas.

            Creio até que São Pedro esteja se habituando a derramar os grandes volumes de chuva exatamente nos anos em que as promessas são renovadas pelos candidatos ao palácio Rio Branco.

Recordo-me que às vésperas da última eleição municipal o resultado das chuvas foi muito parecido com o que vimos desta vez. Coincidentemente o assunto foi discutido à exaustão pelos concorrentes à Prefeitura.

Gasparini, por exemplo, comanda a cidade pela quarta vez sem dar fim ao drama vivido pelos moradores e comerciantes da região mais baixa. Suponho que vá a quinta disputa condenando a revolta de São Pedro e repetindo a invocação a Deus no seu mais conhecido e repetitivo apelo:

 - "Meu Deus do céu".

Se a Prefeitura terá, ou não, novo comandante eu não sei. O que sei, é que, seja quem for, é melhor que parem de subestimar a inteligência dos eleitores.  

As enchentes em Ribeirão Preto não vão cessar por diversos motivos: Seja pelo montante de recursos necessários para viabilizar-se as obras de contenção, ou pelo desequilíbrio climático vivenciado em todas as partes do mundo com severas conseqüências, seja pelo volume absurdo de água que se precipita alcançando os córregos da cidade em uma única chuva, como tem acontecido e resultando em inundações.

Está na hora de se promover meios para a remoção das famílias que moram na parte baixa da Vila Virginia, transferindo a população local para uma área de menor risco e poupando-os das sucessivas e traumáticas inundações, independente de investimentos que sejam feitos para solucionar o eterno e trágico problema que expõe Ribeirão Preto.



Escrito por Sydnei às 17h11
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29.12.2007

FIM DE MAIS UM ANO

 

            Os consumidores, as crianças e adolescentes e o trânsito, foram áreas que preferi na hora de escrever meus modestos comentários. Em algumas questões certamente fui criticado e em outras recebi a concordância dos amigos.

            Ao findar 2007 quero dedicar meu último texto as conquistas e agradecimentos.  Sem medo de errar fui especialmente agraciado pela proteção e cuidados do meu Deus.

            Em fevereiro deixei a cidade de Ribeirão Preto para iniciar um trabalho novo na bela Aracaju, capital do pequeno estado de Sergipe. Trabalho evidentemente voltado à defesa da cidadania e que promete ser ampliado em 2008.

            Meu filho caçula nos presenteou com a aprovação no vestibular da Universidade Federal de Sergipe, e o mais velho foi aprovado em um concurso da Unicamp tornando-se funcionário da Universidade onde estuda. Ambos romperam seus próprios limites na acirrada disputa dos concursos públicos e vestibulares.

            A Esposa tem se dedicado a gestão de uma empresa da familia, que se Deus quiser vai se tornar referência no segmento da formação de condutores na cidade de Aracaju.

            Por óbvio investimos muitas horas de trabalho nestes projetos, mas em nenhum segundo tivemos qualquer dúvida quanto a Graça de Deus nas nossas vidas. Foi Ele que pela Graça nos permitiu viver o ano com saúde, trabalho, conhecendo pessoas novas, cumprindo metas, enfim nos permitiu um ano de muitas realizações.

            Vamos para o ano novo pedindo a Deus que esteja conosco todos os dias em 2008, pois sabemos que na sua presença não existe impossível e que mesmo quando o resultado não é o esperado temos a certeza de que algo melhor está reservado para as nossas vidas.

            Vamos para o ano novo pedindo a Deus que esteja presente na vida de nossos familiares e amigos dando-os a mesma certeza que vivenciamos em 2007. Paz, saúde, trabalho e, sobretudo fé e esperança, são os meus votos a todos para 2008.



Escrito por Sydnei às 17h06
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06.10.2007

OPINIÃO SOBRE A REDUÇÃO DA MAIOR IDADE PENAL

                    Sabemos que a redução da maior idade penal, se aprovada, não resolverá o problema da violência envolvendo adolescentes entre 16 e 18 anos de idade. Levantamento da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo aponta que os adolescentes são responsáveis por 1% dos homicídios e menos de 4% do total de crimes.

                    Os números apresentados pela Secretaria são suficientes para demonstrar que a maioria dos crimes são praticados por adultos, sobre tudo entre 18 e 25 anos que representam 70% da população prisional brasileira.

                    Apesar de ocuparem números baixos como homicidas e criminosos, são as vitimas favoritas dos malfeitores. Quase metade de todos os homicídios que ocorrem no país é praticada contra jovens com idades entre 15 e 24 anos. Para cada adolescente que comete um crime, outros quatro são vítimas de crimes praticados por adultos.

                    Em Sergipe, Estado em que resido atualmente, dos 150 casos de violência sexual registrados no primeiro semestre do ano, 80% foram praticadas contra crianças ou adolescentes. Falando em violência sexual, os criminosos que praticam exploração sexual serão especialmente beneficiados com uma eventual redução.

                    Nossos adolescentes terão as condições de adultos, poderão viver sozinhos, com quem e quando quiserem, serão responsáveis por seus atos e perderão a proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente quanto ao consumo das drogas lícitas, sexo, motéis, prostituição e tantas questões que hoje são minimamente controladas pelos pais e pela sociedade considerando as restrições para a faixa etária de 16 a 18 anos.

                    A redução da maior idade permitirá a emissão de carteiras de habilitação aos adolescentes a partir dos 16 anos já que o Código de Transito Brasileiro faz previsão, em seu artigo 140, que para obtenção da carteira: basta saber ler e escrever, possuir carteira de identidade e ser penalmente imputável. 

                    Em 2005, segundo o Denatran, 46% dos acidentes de transito vitimaram jovens de 18 a 25 anos sendo que 3,4% tinham menos de 18 anos. Com a presença de adolescentes no transito a faixa etária mais acidentada passará para 16 a 25 anos e as vitimas serão os filhos dos ricos e da classe média, já que os pobres continuarão sem carros. A decisão da redução da maior idade ceifará a vida de muitos jovens que se somarão as 34 mil pessoas mortas anualmente no violento trânsito brasileiro.



Escrito por Sydnei às 17h02
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25.06.2007

O NEWTON PARTIU PARA O DESCANSO

 

Há pouco mais de 10 anos conheci Newton Mendes Garcia. Fui seu assessor na secretaria de governo da prefeitura de Ribeirão Preto. Com ele aprendi que política e respeito às pessoas, senso humanitário e compromisso com os que mais precisam podem combinar-se e resultar bons frutos.

Neste domingo (24) fui informado que o Dr. Newton faleceu. Apesar da minha tristeza não tive como estar com a família para o momento derradeiro desta pessoa tão especial.

Em 01 de fevereiro passado, meu aniversário e despedida dos amigos, já que três dias após viajaria para a cidade de Aracaju onde resido atualmente, o Dr. Newton me presenteou com sua agradável presença. Conversamos e relembramos bons momentos da nossa convivência, nos despedimos.

Ele me disse que me visitaria. Senti insegurança na fala, talvez seu coração pressentisse o que estava próximo, enfim, não podemos mesmo voltar a nos encontrar, o que entristece profundamente a minha familia.

Meu “guru” era como eu o chamava quando nos víamos e de pronto respondia de forma carinhosa. Foram muitos conselhos nestes anos de convivência, não tomava qualquer decisão importante na minha vida política sem antes ouvi-lo.

Com ele aprendi que o ser humano deve estar acima da política, que fidelidade é regra elementar na vida das pessoas em todas as áreas, que família deve ser tratada com dedicação e amor, que viver bem é estar atento e pronto para defender a cidadania e as causas sociais.

Meu amigo e guru partiu para o descanso que está reservado a todos os homens encerrando assim seu sofrimento. Presenciei sua luta pela vida com a garra e determinação de poucos, características que marcaram sua vida. Sabemos que ele foi ao limite permitido por Deus.

O Newton que conheci, homem público, será lembrado pelo importante trabalho desenvolvido frente à política nos momentos em que foi chamado a dar a sua contribuição pelo bem de Ribeirão Preto, mas será muito mais lembrado pelo amigo diferenciado e irrepreensível.



Escrito por Sydnei às 16h57
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31.10.06

APÓS A ELEIÇÃO

 

Recordo-me com preocupação do que aconteceu com o mercado após a eleição de 2002 que elegeu o presidente Lula para o seu primeiro mandato.

Naquele momento o Procon Municipal de Ribeirão Preto estava sob o meu comando. Entre os serviços que oferecíamos a população realizávamos pesquisa de preços dos principais itens da cesta básica, combustíveis e gás de cozinha.

Com o falso discurso do risco de mudanças bruscas na economia, fornecedores de inúmeros setores, sobretudo de produtos que afetavam diretamente a vida das pessoas mais pobres como itens da cesta básica, aumentaram flagrantemente o preço de seus produtos sem qualquer motivo consistente, exceto a eleição de Lula.

Passado os primeiros 90 dias do novo governo, os preços foram retrocedendo e as relações de consumo voltando à tranqüilidade. Estava evidenciado que o medo demonstrado pelo mercado era absolutamente improcedente e que os abusos de preços não encontrariam sustentação.

Entre diversos itens, o arroz em embalagens de 05 quilos que chegou a custar R$ 15,00 nas gôndolas de supermercados, era encontrado, dois anos após, ao preço de R$ 5,00 tornando-se uma das mais importantes referencias das famílias brasileiras nos últimos quatro anos.

Como militante da defesa do consumidor, confesso minha preocupação com os excessos e abusos dos oportunistas do mercado que se aproveitam das mudanças políticas para explorar um pouco mais os cidadãos.

Espero que o comportamento do mercado se espelhe no exemplo do processo eleitoral. Os candidatos tiveram a liberdade de expressar pensamentos, planos e opiniões com absoluta liberdade, algumas vezes até com certo excesso, o que permitiu ao povo brasileiro a livre escolha de seus representantes no legislativo e executivo com tranqüilidade e transparência.

Não há motivos para reações que comprometam a tranqüilidade do mercado e da vida das pessoas, as escolhas foram feitas e o país vive um momento de estabilidade e harmonia, assim, se verificarmos mudanças importantes nos preços de produtos, certamente ocorrerá pela disposição e ganância dos oportunistas.

 

 



Escrito por Sydnei às 16h40
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